Reencontrar um velho sonho pode ser uma experiência emocionante, como demonstrou o caso de Tiago Fabiano Corrêa Pacheco, um homem que reviveu sua infância ao adquirir um Ford Galaxie 500 de 1971, que admirava quando era apenas um menino. Após três décadas de espera, Tiago não só localizou o carro que o fascinava, mas também enfrentou o desafio de retirá-lo do nono andar de um prédio, onde esteve estacionado por 17 anos.
A tarefa não foi simples. Sem motor e sem freios, o Galaxie exigiu uma operação cuidadosa para ser resgatado. Tiago mobilizou amigos e contou com um jipe 4×4 para garantir a segurança durante a descida pela estrutura em espiral do edifício. “Deu tudo certo, descemos de primeira, mas foi uma grande festa a retirada do carro”, recorda o proprietário, que parece ter revivido não apenas o veículo, mas uma parte de sua própria história.
Após deixar o estacionamento, o carro passou por uma série de cuidados iniciais, incluindo uma limpeza e uma avaliação mecânica completa. Os freios, rolamentos, e outros componentes foram revisados, e para a alegria de Tiago, o motor não necessitou de reparos: “O carro é mais do que eu esperava”, afirmou.
A relação de Tiago com o Galaxie remonta à sua juventude. Na década de 1990, ele costumava passar pelo estacionamento onde o carro estava. Com o tempo, o veículo desapareceu de sua vista, e ele ficou sem notícias por 30 anos. O reencontro aconteceu de forma inusitada, quando, em uma visita a um estacionamento com o sogro, ele reconheceu o icônico automóvel estacionado. “Esse carro é o carro que eu via no colégio. Vamos tentar comprar”, lembrou.
Após um processo de negociação que envolveu a família do antigo proprietário, Tiago finalmente adquiriu o Galaxie em 2021, completando um ciclo que começou em sua infância. Durante a restauração, ele encontrou um jornal de 1988 dentro do veículo, um testemunho do tempo que passou. “Acredito que em 1988 foi lavado e foi posto ali”, disse, referindo-se ao costume de muitos motoristas de usar jornais para absorver a umidade.
Atualmente, o Galaxie aguarda a fase de pintura, e Tiago tem planos para o futuro do carro. Ele deseja não apenas restaurá-lo por completo, mas também usá-lo em eventos de colecionadores. “Quero fazer mais história com ele, quero levar em eventos, expor o carro, mas pretendo ficar com ele”, conclui, mostrando que, para ele, o Galaxie é mais do que um simples automóvel; é uma parte viva de sua memória e identidade.


