A Tesla apresentou nesta quinta-feira (15) seu mais recente modelo do Roadster, um supercarro que promete não apenas ser o mais potente da marca, mas também desafiar os limites da física com sua capacidade de “voar”. O novo Roadster conta com 10 saídas de ar que, aliadas a tanques de ar comprimido, permitem ao veículo realizar manobras com flutuação, similar à tecnologia empregada em foguetes.
Durante o evento de lançamento, a montadora mostrou como o carro consegue se manter preso a superfícies verticais, graças a um ventilador que cria uma sucção poderosa. “Ele pode puxar até 2 Gs, o que permite que o carro dirija de ponta cabeça”, explicou Lars Moravy, vice-presidente de engenharia de veículos da Tesla. Embora essa habilidade não tenha sido projetada para uma condução acrobática, ela promete aumentar a estabilidade do carro em altas velocidades.
O design do novo Roadster mantém a estética minimalista já característica da Tesla, com um exterior discreto e um interior que apresenta um painel de acabamento uniforme. O protótipo foi inicialmente revelado em 2017, com um preço de US$ 200 mil e previsões de entrega para 2020, embora as reservas continuem abertas com um pagamento inicial de US$ 50 mil.
Em uma conversa com Joe Rogan, Elon Musk mencionou a possibilidade de o carro “voar”, uma declaração que gerou expectativa entre os fãs e entusiastas. O Roadster é resultado de uma colaboração com a SpaceX, também fundada por Musk, mostrando como a inovação automobilística pode se entrelaçar com a exploração espacial.
Vale lembrar que a primeira geração do Roadster, lançada entre 2008 e 2012, foi um marco para a Tesla, sendo o primeiro carro elétrico da empresa e utilizando chassi do Lotus Elise. Este modelo ajudou a alterar a percepção global sobre veículos elétricos, e em 2018, um Roadster foi lançado ao espaço, simbolizando a ambição da companhia de transcender os limites da indústria automobilística.
A apresentação do novo Roadster ocorre em um contexto de reorientação da Tesla, que tem se voltado cada vez mais para a robótica e a inteligência artificial, como evidenciado pelo desenvolvimento de robôs humanoides e do Cybercab, um táxi autônomo sem controles manuais. À medida que a companhia avança, a expectativa é que continue a desafiar as convenções tanto da condução tradicional quanto da exploração tecnológica.
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